quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Família em Paris



Se tive sorte nalguma coisa, foi em ter uma família assim. Ainda em Agosto estiveram cá e o meu coração já aperta de saudades. Ser a única rapariga no meio de tantos rapazes não foi fácil. Mas sempre me senti super protegida por vocês. Para mim, o Verão sempre significou família, o vosso regresso a "casa". Todos os anos conto os dias para que cheguem e para vos chatear com as minhas coisas de mulher. Nunca tive um irmão mais velho, ao invés disso, tive-te a ti P. Que ficavas irritado quando vias que alguém me tratava mal, que me davas na cabeça por acreditar no amor tão ingenuamente, que me dizias que só querias ver a tua prima pequenina feliz. Não é um amor qualquer, este, que nós temos. É uma coisa especial. Construída por nós com o passar dos anos. Podemos ser diferentes, tanto de idade, de personalidade, de naturalidade, também não falamos a mesma língua e enquanto eu sou a portuguesa da aldeia, tu és o parisiense com pais portugueses. Somos o oposto e mesmo assim, o conforto de estar junto a ti é inexplicável. São os meus gémeos, que me aturam desde que era uma criança chata sempre a pedir para ir para as vossas cavalitas e ainda assim, conseguem viver comigo todos os anos e cuidar de mim, como ninguém. Faz mal ao meu coração estarem tão longe mas se não fosse assim, o pouco tempo que passamos juntos não tinha tanto valor.
Um beijo do tamanho do mundo e um abraço de saudade.

p.s. Nunca mais arranjam namorada, para eu ter um pretexto para ir a um casamento em Paris. Vá lá, meninos. Nem que esteja a "chuvar". 


 bisous.

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