terça-feira, 22 de janeiro de 2013

50 Shades


"... Se me abandonares, para mim será como viver num mundo sem luz. Ficarei na escuridão. Eu não quero fugir, mas tenho tanto medo que me abandones...
Ao dizer-lhe aquelas palavras- na esperança de que ele me estivesse a ouvir- percebi qual era o meu verdadeiro problema. Eu não entendia porque é que ele gostava de mim. Nunca o entendera.
    - Eu não percebo porque é que achas atraente- murmurei. - Tu és...bom, tu és tu mesmo... e eu sou... - Encolhi os ombros e levantei os olhos para ele. - Não entendo. Tu és bonito, sexy, bem-sucedido, bom, gentil e carinhoso. Tu és tudo isso, e eu não. Não consigo fazer as coisas que tu gostas de fazer, não consigo dar-te aquilo que precisas. Como poderias ser feliz comigo? Como poderei eu jamais prender-te? - A minha voz era um sussurro ao expressar os meus medos mais tenebrosos. - Nunca percebi o que vês em mim."

" ... - Não ias fugir? - perguntou.
     - Não!
Ele voltou a fechar os olhos e todo o seu corpo se descontraiu. Quando abriu os olhos, vi dor e angústia neles.
    - Pensei... - calou-se. - Eu sou assim, Ana, todo eu... e sou inteiramente teu. O que tenho eu de fazer para que tu entendas isso, para que vejas que te quero de todas as formas possíveis e percebas que te amo?
    - Eu também te amo, Christian, e ver-te assim... - Senti-me sufocar e as lágrimas voltaram. - Pensava que te tinha destruído.
    - Destruído? A mim? Ah, não, Ana, muito pelo contrário. - Esticou o braço e pegou-me na mão. - Tu és a minha tábua de salvação - sussurrou, beijando-me os nós dos dedos, e apertando-me a palma da mão contra a sua. "

Bom dia

Terça de manhã, eu a despachar-me para ir para a escola e a chuva não pára. Sabem que devido ao estado do tempo preciso do dobro da vontade não é? Então por favor, preciso de forças para sair de casa num dia destes.

xx

Meu Philippe.

Fazes-me tanta falta. És a melhor pessoa que conheço. E talvez o único com capacidade para aturar os meus dramas de adolescente e eu sendo, como sempre, chata. Ouvir a tua voz foi provavelmente a única coisa que se aproveitou do meu dia de hoje. "Colinho" do primo, era o que eu precisava.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O teu conforto.

É Domingo à noite e enquanto escrevo oiço Lana Del Rey. Nada fora do normal. Mas isto não é tudo. Porque por trás desta normalidade encontro-me eu, sem realmente me encontrar. Não o vou aceitar, nem hoje, nem nunca. Esteja cá ou lá. És tu. Tenho saudades. Estou a morrer por dentro de saudades. Corre, vem ter comigo e não me deixes assim, desamparada. Eu já te disse que preciso de ti. Todos os dias. Mas tu quase nunca vens e eu quero e preciso de mais. Tu és tu e eu sou eu. Mas juntos somos aquilo que eu nunca pensei ter com alguém. Vem. Não demores. Sem ti, o vazio volta. E eu não sei se aguentaria isto tudo, outra vez.
Amo-te.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Eu, o tempo, os sonhos, a vida.

Ganhei coragem e tenho realmente lutado por mim. Ainda não atingi nada mas sinto-me já concretizada por não ter baixado os braços. Por continuar dia após dia com este objetivo e insistir comigo para lutar até o conseguir. A melhor arma que nós temos somos nós mesmos. Temos tanto potencial. Podemos ser tudo o que quisermos. Porque esse tudo é nada mais nada menos, aquilo que fomos feitos para ser. E eu nasci com o destino traçado por mim, pelo meu coração. Uma coisa escrita dentro de mim que sempre gritou mais alto que tudo o resto.
Chega a uma altura das nossas vidas que temos que tomar decisões, começar a agir e não nos deixarmos tomar pela monotonia da rotina. Eu já não sou, nem me sinto a mesma Sofia. Estou diferente. Porque já não me agarro aos filmes, às séries e a outra realidade que não aquela que eu vivo todos os dias. Agora estou no mundo real e acho que o timming não poderia ter sido outro. Desci a tempo. Tempo esse de dizer aquilo que tem de ser dito e de fazer aquilo que tem de ser feito.
Qual é o vosso sonho? Eu tenho muitos. Aliás, eu sou feita de sonhos. Dos mais exorbitantes até aos mais simples. Constituída e moldada por eles. Fazem de mim o que sou e levam-me para mundos nunca antes vistos, nunca antes sonhados. Mundos meus, num universo à parte. E depois chega o tempo em que a vida, a verdadeira, chama por ti. O que tens de fazer é descer à terra e mexer-te. O mais rápido possível.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Desabafos meus.

Os sonhos sempre foram o meu ponto fraco e o meu ponto forte. Não me digam que eu não consigo, isso só me irá dar força para mais e mais e mais. O que se calhar pode ser um incentivo para eu não baixar os braços. Eu não vou desistir. Nem hoje, nem amanhã, nem no dia depois de amanhã. Se não conseguir agora, irei conseguir quando tiver que conseguir. Mas não os usem, os meus estimados sonhos, aquela enorme parte de mim que fala mais alto que tudo o resto. Não suporto quando me comparam. Ou quando comparam aquilo que quero. Desde que me lembro de mim, como pessoa, sempre fui muito determinada. E felizmente muito daquilo que sonhei, tenho conseguido com esforço e dedicação. Mas este é o momento mais assustador de toda a minha vida. Um "não" faz toda a diferença ou então aquilo que eu espero e espero e espero e não chega. Assusta-me que o meu maior sonho esteja dependente de outros, de dinheiro e de tantas outras coisas. Mas é assim a vida. Eu quero-o. Como nunca quis outra coisa. Quero viver, sobreviver, enfrentar tudo e mais alguém. Quero ser eu e aprender a viver fora da minha zona de conforto. Eu não só quero como sei que preciso. 


domingo, 13 de janeiro de 2013

nós

gosto quando me dizes que me amas mas o que gosto mesmo, é do efeito que isso tem em mim. o meu coração preenche-se de tal forma que esqueço tudo o resto. a vida, os outros, o mundo, o vazio, o sítio onde estamos. és meu.